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terça-feira, 25 de março de 2014

Megaestrela: Corpo maciço com 1.300 vezes o diâmetro do Sol é identificado e pode ser visto a olho nu da Terra

O astro está entre os maiores objetos já vistos no Universo e tem um diâmetro 1.300 vezes maior do que o Sol.
Apelidado de “hipergigante”, a estrela amarela era parte de um sistema estelar duplo único, com o segundo componente tão perto que ele chega a estar em contato com a estrela principal. Os astrônomos dizem que a descoberta é única e pode ajudar a explicar como as estrelas interagem.
Hipergigantes amarelas são muito raras, com apenas uma dúzia ou pouco mais conhecida na galáxia: o exemplo mais conhecido é Rho Cassiopeiae. Foram descobertas pelo ESO Very Large Telescope Interferometer. Elas estão entre os maiores e mais brilhantes estrelas conhecidas e estão em uma fase muito instável de suas ‘vidas’ e mudam muito rapidamente. Devido a esta instabilidade, as hipergigantes amarelas também expelem o material, formando um ambiente luminoso bem extenso em torno da estrela.
"As novas observações mostraram também que esta estrela tem um parceiro binário muito perto, o que foi uma verdadeira surpresa", diz Olivier Chesneau, cientista que liderou a pesquisa. Os astrônomos fizeram uso de uma técnica chamada interferometria para combinar a luz coletada a partir de vários telescópios individuais, efetivamente criando um telescópio gigante de 140 metros de tamanho.
Apesar de sua grande distância de cerca de 12 mil anos-luz da Terra, o objeto pode praticamente ser visto a olho nu por uma pessoa normal, por meio de um par de binóculos. Quanto mais a estrela evolui ao longo dos anos, mais ficará visível, mas apenas algumas estrelas podem ser capturadas nessa fase, pois passam por uma mudança de temperatura.
Ao analisar dados sobre brilho variante da estrela, usando observações de outros observatórios, os astrônomos confirmaram que o objeto pode ser um sistema binário eclipsando, onde o componente menor passa na frente e atrás do maior.
O pequeno companheiro da hipergigante é apenas ligeiramente mais quente do que ela, com uma temperatura de superfície de 5.000 graus Celsius.
Chesneau conclui: "O companheiro que temos encontrado é muito importante, pois ele pode ter uma influência sobre o destino da hipergigante, por exemplo, tirando suas camadas exteriores e modificando sua evolução".
A estrela é chamada de HR 5171 e orbita sua estrela companheira a cada 1.300 dias. O sistema está localizado na constelação de Centauro.
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Sonda espacial capturou arco-íris em Vênus formado por ácido sulfúrico na atmosfera

Este efeito óptico belíssimo foi chamado de "Glória" e foi recentemente capturado pela sonda Venus Express da ESA.
Esta é a primeira vez que o fenômeno, que também acontece na Terra, foi fotografado em outro planeta.
A Glória acontece quando a luz solar brilha sobre gotas de nuvem. Aqui na Terra significa partículas de água, mas em Vênus, isso significa gotas de ácido sulfúrico.
Ao contrário do arco-íris, que se estende por amplos arcos no céu, Glórias são menores, e compreendem uma série de anéis concêntricos coloridos centrados em um núcleo brilhante. A fim de ver um, um observador deve estar situado entre o sol e as partículas da nuvem. É por isso que elas são muitas vezes vistas a partir de aviões ou por escaladores de montanha acima da linha das nuvens.
A sonda Venus Express capturou a imagem de uma Glória de uma altura de 70 quilômetros acima da superfície do planeta.
O "arco-íris" feito de ácido sulfúrico que aparece na atmosfera de Vênus tem cerca de 1.200 km de largura. Estas observações sugerem que as partículas de nuvem são de 1,2 micrometros de largura, que é um quinto da espessura de um cabelo humano.
O fato de a Glória ser tão grande indica que as partículas são bastante uniformes. E as variações no brilho sugerem que outros produtos químicos estão provavelmente envolvidos.
Na foto de capa, a comparação de uma Glória de Vênus (à esquerda) e outra da Terra (à direita).
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Planeta Mercúrio encolheu 14 quilômetros em seu diâmetro pelo resfriamento de sua superfície

Novas imagens fascinantes levaram os pesquisadores a concluir que o planeta Mercúrio está encolhendo, e mede agora quase 14 km a menos de diâmetro do que era há cerca de quatro bilhões de anos.
De acordo com um relatório divulgado neste domingo, o planeta está encolhendo porque está esfriando.
A sonda da NASA mostrou as primeiras imagens completas da placa rochosa única que envolve Mercúrio e como ela está se contraindo e deformando a superfície com sulcos e falésias franzidas. "É a versão de Mercúrio com uma cadeia de montanhas”, afirma Paul Byrne, um geólogo planetário do Instituto Carnegie, em Washington, EUA. "É uma paisagem muito dramática”.
Enquanto todos os planetas expandem enquanto liberam calor em diferentes graus, o frio teve um efeito incomum na superfície de Mercúrio.
As mudanças no terreno são feitas a 426 graus Celsius e o calor faz com não seja possível pôr os pés no planeta.
"Vemos a paisagem literalmente sendo amassada”, afirma William McKinnon, professor do Departamento de Ciências da Terra e Planetas da Universidade de St. Louis.
McKinnon acrescentou que, se fossemos capazes de colocar sismógrafos na superfície, poderíamos provavelmente ouvir terremotos afetando toda a estrutura do planeta. Os novos dados dão uma imagem mais completa da história do planeta, que foi originado pelo bombardeio de asteroides e pelas mudanças de temperatura.
Marte e a lua da Terra têm penhascos e cumes semelhantes à superfície de Mercúrio, mas com uma grande diferença: "Mercúrio é anômalo, porque parece ter encolhido muito mais em tamanho do que a Lua ou Marte", disse Byrne.
Os novos dados vão ajudar os cientistas a entender por que o planeta encolheu tanto. "É uma peça muito impressionante para todo o trabalho que estamos realizando", disse Caleb Fassett, estudante de astronomia na Mout Holyoke College. "Eles mapearam todas as falhas em Mercúrio, basicamente, para estudar esse fenômeno”.
Geólogos europeus acreditavam que Terra tinha diminuído durante o século 19, mas a ideia foi esquecida em 1950 até 1960, quando os cientistas compreenderam que a litosfera da Terra não era uma única camada que enrugava, mas era composta de placas tectônicas que se moviam de forma independente.
No entanto, aparentemente, as teorias dos geólogos do século 19 sobre como os planetas encolhem podem estar corretas quando são aplicadas sobre Mercúrio.
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